Hoje eu parei para observar o céu e as
nuvens. Na verdade eu não parei, quando me dei conta, já estava
observando. Eu chamo isso de “efeito lagartixa” – sabe quando você está
pensando em uma coisa e fica parado olhando para cima sem se mexer? – E
eu pensei como seria legal se eu fosse uma nuvem. Elas voam para aonde
querem e podem ser o que quiserem. Aquela mesmo ali parece um
dinossauro, e aquela outra um cavalo. Mas de repente elas já são outras
coisas. Às vezes me pergunto se elas realmente mudam ou meus olhos que
veem essas coisas diferentes a cada piscada. E continuei olhando para o
céu e pensando como também seria legal ser o sol. Ter todos os planetas
girando em torno de mim e ainda poder levar meu calor para todos os
lugares do sistema solar, Nossa! Eu me amostraria muito brilhando bem
forte.
Finalmente, o “efeito lagartixa” passou,
as nuvens se foram e o sol deu lugar a lua. E então eu pensei: como
seria legal ser a lua. Em meio a escuridão ser um pingo de luz que
ilumina a noite e deixa os casais mais apaixonados – já pensou em todos
os poemas que poderiam escrever inspirados em mim? Uaau! – Como seria
bom ser lua! Mas eu não pude observa-la por muito tempo, pois a lua faz
as crianças sentirem um sono sem fim, é só ela aparecer que eu já quero
dormir. E também a mamãe fica dizendo: Joaquina, já é hora de criança
está dormindo. Coloquei meu pijama, escovei os meus dentes, fui para
minha cama e esperei a mamãe vir se despedir com aquele beijo especial
de boa noite – sim, ainda hoje existem pais que fazem isso, todos
deveriam tentar – e, lá na cama, eu pensei que eu já tinha pensando
muito e não conseguia parar de pensar. É normal pensar tanto assim? E
antes de fechar os meus olhos eu percebi que não era tão legal ser
nuvem, nem sol, nem lua. O bom mesmo era ser eu que posso observar e
sentir tudo isso.
Beijos e abraços, Joaquina.


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